O servo é o músculo do modelo: recebe o sinal do receptor e move a superfície de comando, a direção ou o acelerador. Esta seção reúne servos analógicos e digitais em diferentes tamanhos e faixas de torque.
Duas especificações decidem a escolha. O torque, medido em kg/cm, é a força que o servo aplica — precisa vencer a carga aerodinâmica da superfície ou o atrito da direção. A velocidade, em segundos por 60 graus, define quão rápido ele chega à posição.
Servo subdimensionado trava sob carga, e o comando some justamente no momento de maior exigência. Superdimensionado só adiciona peso e consumo.
A diferença está na frequência de atualização. O analógico corrige a posição cerca de 50 vezes por segundo; o digital, em torno de 300. O digital entrega resposta mais rápida, mais força de retenção e centro mais preciso, ao custo de consumo maior de corrente — o que exige atenção ao dimensionar a alimentação do modelo.
Qual a diferença entre servo digital e analógico?
O digital atualiza a posição cerca de seis vezes mais por segundo. Isso dá resposta mais rápida, mais força de retenção e centro mais preciso, ao custo de consumir bem mais corrente.
Como escolho o torque?
Pela carga que o servo precisa vencer: tamanho da superfície e velocidade de voo no aeromodelo, peso e atrito da direção no automodelo. Servo fraco trava sob carga e o comando some.
Engrenagem de metal ou de plástico?
A metálica dura mais e não deforma sob carga alta. A plástica é mais leve e barata, e funciona como fusível: quebra antes de danificar o motor e o circuito do servo.
Servo de aeromodelo serve em automodelo?
O encaixe costuma ser o mesmo, mas o perfil de uso difere. Automodelo exige torque alto e resistência a impacto; aeromodelo prioriza velocidade e peso baixo. Confira a especificação antes.
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